Restaurando arquivo backup via T-SQL no SQL Server 2005
Publicado; 22 22UTC janeiro 22UTC 2010 Filed under: Dicas de Programação | Tags: backup, microsoft, sgbd, sql, sqlserver, tsql Leave a comment »Pela primeira vez tive a oportunidade de trabalhar com o SGBD SQL Server 2005 da Microsoft. Necessitava recuperar uma base de dados através de um arquivo de backup que me foi enviado. Muitos tutoriais e dicas encontram-se em uma breve busca na Internet, porém, encontrei dificuldade em achar algum material que correspondesse a solução desse meu caso em específico, inclusive na própria documentação do SQL Server disponibilizada na home do projeto pela Microsoft. Este tutorial serve tanto para recuperar dados de um backup gerado a partir do SQL Server 2000 e 2005.
A Linguaguem Transact-SQL (T-SQL)
A linguagem T-SQL foi desenvolvida pela Microsoft para trabalhar com base de dados do SQL Server. Baseada no padrão SQL-92 (padrão mais utilizado entre os SGBD’s), a linguagem Transact SQL adiciona alguns atributos (ou funcionalidades) que a tornam exclusiva ao SQL Server. Por exemplo, a cláusula TOP em um comando SELECT só existe no Transact-SQL. Se você pegar a instrução a seguir e executá-la no MySQL por exemplo, verá que esta irá gerar um erro de execução.
SELECT TOP 10 * FROM <tabela>
Isto acontece porque a cláusula TOP só existe na linguagem Transact-SQL, que é exclusiva do SQL Server. A instrução correspondente para o MySQL seria:
SELECT * FROM <tabela> LIMIT 10
Você utiliza das querys do T-SQL para criar, alterar e excluir objetos, bem como para inserir ou consultar dados em um banco de dados SQL Server. Por exemplo, quando necessita-se escrever uma procedure no SQL Server, você pode utilizar dos comandos CREATE TABLE, CREATE VIEW, CREATE PROCEDURE ou ainda manipular dados das tabelas através das diretivas INSERT, SELECT, DELETE e UPDATE.
Além disto, o SQL Server 2005 traz algumas inovações à linguagem Transact SQL. Dentre estas inovações, destacam-se as melhorias em queries para execução de procedures, triggers e funções e inserção de novas cláusulas que permitem a utilização de variáveis e expressões numéricas juntamente com as instruções INSERT, SELECT, UPDATE e DELETE.
Restaurando backup via T-SQL
Utilizando-se portanto da linguagem T-SQL, vamos gerar um script para recuperação de uma base de dados a partir de um arquivo de backup. Neste exemplo, utilizaremos da ferramenta SQL Server Management Studio, um ambiente integrado que permite aos desenvolvedores acessar, configurar, gerenciar, desenvolver e administrar os components do SQL Server 2005 através de uma interface gráfica. (Maiores informações em: http://msdn.microsoft.com/pt-br/express/aa718378.aspx).
Primeiramente, no Management Studio, selecione a opção New Query. A seguir, digite o seguinte comando para restaurar os arquivos lógicos do arquivo .bak.
RESTORE FILELISTONLY FROM DISK = ‘E:\Microsoft SQL Server\MSSQL.1\MSSQL\Backup\teste.bak‘
Clique em Execute para rodar o script. Após isto, você deverá recuperar os arquivos referentes aos dados lógicos e de log (.mdf e .ldf) do arquivo (algo que se assemelha com a figura a seguir).
De posse do nome dos arquivos lógicos, podemos agora efetuar o restore do backup propriamente. Primeiramente, crie uma nova consulta e digite o seguinte comando:
RESTORE DATABASE teste_1
FROM DISK = ‘E:\Microsoft SQL Server\MSSQL.1\MSSQL\Backup\teste.bak‘
WITH MOVE ‘teste’ TO ‘E:\Microsoft SQL Server\MSSQL.1\MSSQL\Backup\teste.mdf‘ MOVE ‘teste_log’ TO ‘E:\Microsoft SQL Server\MSSQL.1\MSSQL\Backup\teste_log.ldf‘
Clicando novamente em Execute para rodar o script, deverá aparecer logo abaixo no console uma mensagem de confirmação da recuperação dos dados do arquivo de backup, como mostra a figura a seguir.
Pronto, sua base de dados foi devidamente recuperada. Após isto, dando um refresh no Objetct Explorer, podemos observar a inserção de nossa nova base de dados (circulado em vermelho na figura à seguir).
Referências:
SQL Server 2005 – Restaurando um backup via T-SQL
O Caso “Blog NokiaBR”
Publicado; 13 13UTC janeiro 13UTC 2010 Filed under: Notícias Geek | Tags: blog, nokia, nokiabr Leave a comment »No último dia 05/01/2010, o blogueiro José Antônio de Oliveira, fundador do blog NokiaBR (maior blog de assuntos correlatos a produtos da marca Nokia) recebeu uma notificação judicial de um escritório de advocacia que dizia ser representante legal da empresa, requisitando o cancelamento do domínio do blog mediante as ações cabíveis dentro do processo legal.
Conforme descrito aqui, o blogueiro demonstra sua estranheza na atitude da empresa ao realizar este pedido, pois a filial Nokia brasileira sempre esteve ciente da existência do blog e até era uma parceira do mesmo, enviando produtos para testes e releases, convites para eventos, feiras, etc.
Em sua defesa, a Nokia Brasil soltou uma nota de esclarecimento informando aos leitores e fãs do blog que desconhece o conteúdo da requisição de cancelamento, que não partiu dos advogados da filial brasileira. Além disto, reconhece a importância do blog no cenário nacional entre os consumidores dos produtos Nokia e se compromete a entrar em contato com José Antônio de Oliveira para recolocar o conteúdo do blog no ar, em uma solução que se represente viável a ambas as partes.
Isto significa, conforme o descrito na nota que, como é de praxe em muitas empresas multinacionais de tecnologia, existe uma política de “caça as bruxas” para combate da pirataria de software e afins que possam vir a denegrir a imagem (marca) da empresa no mundo cibernético. Como o domínio continha um nome que está diretamente ligado a marca da empresa, a primeira instância foi imediatamente solicitar o cancelamento do domínio do blog, independentemente de seu conteúdo.
Para muitos isto representa um erro da parte empresa, pois pune um trabalho sério e voluntário que visa atender as necessidades e curiosidades de muitos consumidores e amantes dos produtos da marca Nokia. Sob meu ponto de vista, acredito ser sim um erro da empresa executar uma ação legal diretamente, já que trata-se de um blog de alta representatividade para a empresa dentro do cenário de consumidores brasileiros, ainda mais se tratando de um país como nosso que possui um exorbitante número de usuários desta tecnologia.
Claro que a empresa se encontra dentro de seu direito em defender sua marca contra possíveis malefícios, entretanto sob meu ponto de vista, este caso demonstra o quão despreparadas as empresas, multinacionais ou não, encontram-se para tomar atitudes deste tipo, o que convenhamos não deveria ser uma política interna das empresas, mas sim uma política pública, prevista sob leis que defendam os direitos tanto das empresas, quanto de seus consumidores.
Portanto, o real valor deste caso é ilustrar que a necessidade das empresas e dos usuários de Internet é um projeto de lei sério contra atitudes corrompitivas, não que censure e defenda os interesses de poucos.
Google Goggles: sistema de busca em tempo real para Android
Publicado; 8 08UTC dezembro 08UTC 2009 Filed under: Google-Me | Tags: android, google, googles, smartphone Leave a comment »O Google lançou nesta segunda-feira (07/12) seu novo serviço de buscas para plataforma Google Android, versão 1.6 ou superior. Seu funcionamento está atrelado basicamente à utilização de reconhecimento por padrões associados a fotos, textos e vídeos.
Realizar uma busca com essa nova ferramenta do Google tornou-se ideal para os amantes dos Smartphones. Basta acessar o aplicativo do Goggles em seu smartphone (baseado no SO Android) e escolher a busca que quer realizar. O aplicativo identifica imagens dos mais diversos objetos, desde cartões de visita e livros até quadros de pintores famosos.
O sistema está fundamentado, segundo informações no site do Labs da ferramenta, em uma base de dados que já conta com mais de 1 bilhão de imagens que podem ser utilizadas para fins de comparação. Além disto, os usuários do sistema podem ranquiar as imagens com notas de 1 a 5 estrelas para refinar a precisão da busca.
No caso de você desejar informações sobre lugares públicos (como restaurantes, praças, etc.) basta acionar a opção para filmagem e o Goggles automaticamente (em tempo real) identifica sua localização através do GPS e traz maiores informações disponíveis sobre o local.
A seguir, temos o vídeo demonstrativo do aplicativo, disponibilizado pelo Google no site do Goggles Labs.
Apesar de seu lançamento, a ferramenta ainda está em fase de testes e possui algumas restrições com relação a alguns tipos de imagens. Mas num futuro não muito distante, podemos imaginar acesso rápido e fácil a todo tipo de informação que desejarmos com o simples click da camera do celular. É esperar pra ver.
Referências
Google Googles: busca com imagens no seu Smartphone
Em Tempo: Ainda não tive a oportunidade (= tempo) para baixar e acessar as funcionalidades do Googles no G1. Mas em breve, solto um release das primeiras impressões da tecnologia.
Orkut Promote: a nova cartada do Google?
Publicado; 1 01UTC agosto 01UTC 2009 Filed under: Google-Me | Tags: google, microbloging, orkut promote, twitter Leave a comment »O Google promoveu nesta quarta-feira (29/07) o lançamento no YouTube do primeiro vídeo acerca de sua nova ferramenta, que será integrada ao orkut: o Orkut Promote. Tudo indica que, após os insucessos do gigante da Internet nas tratativas para adquirir o Twitter, o Google resolveu arregaçar as mangas e lançar sua ferramenta de microbloging própria. Resta saber qual será na prática o efeito desta ferramenta para dar uma guinada na atual realidade de decadência do orkut como rede social, em detrimento de outras redes como Facebook, MySpace e o próprio Twitter. Basicamente, o Orkut Promote será um espaço para trocar de imagens, textos e vídeos dentro do orkut, que será compartilhado com sua rede de amigos, que terão a opção de apagar as mensagens, ou compartilhar com seus amigos e por aí vai.
Com um conceito um pouco diferente do que o do Twitter, na questão do compartilhamento da informação, podemos até dizer que a idéia do Orkut Promote é misturar um pouco do Twitter com um indexador de notícias (como por exemplo o Digg, que utilizamos aqui no blog). Além do mais, a boa será se o Orkut Promote prezar por sua privacidade, coisa que o Twitter parece não ter tanto como preocupação.
Resta agora esperar para ver. Segue abaixo o vídeo demonstrativo da ferramenta.
Referências
Backup Automático do PostgreSQL no Windows XP
Publicado; 23 23UTC julho 23UTC 2009 Filed under: Dicas de Programação | Tags: backup de base de dados, postgresql, windows, xp 13 Comments »Um tópico de suma importância na implantação de sistemas é como manter um backup da base de dados destes sistemas. No caso da plataforma Linux, esta tarefa pode ser facilmente realizada através do cron. Já no caso do Windows, esta tarefa depende da configuração de um arquivo do sistema (*.bat) com a rotina para execução da exportação do banco, juntamente com o Agendador de Tarefas do Windows, para garantir a automatização do processo.
Neste post, iremos descrever o passo a passo desde a configuração da rotina de backup até a forma de como criar um evento agendado no Windows para realizar o backup automático.
Configuração da rotina de backup
Vamos primeiramente configurar o arquivo *.bat que será responsável por rodar nossa rotina.
Antes de mais nada, crie uma pasta de backup para salvar o arquivo. Depois, crie o arquivo .bat dentro da raiz do diretório C: que deve conter a seguinte rotina:
#——————————————————-
@echo off
SET PGUSER=postgres
SET PGPASSWORD=postgres
C:
chdir C:\backup
del banco*.sql
echo “Aguarde, realizando o backup do Banco de Dados”
for /f “tokens=1,2,3,4 delims=/ ” %%a in (‘DATE /T’) do set Date=%%b-%%c-%%d
C:\Arquiv~1\Postgr~1\8.2\bin\pg_dump.exe -i -b -f “C:\backup\banco%Date%.sql” -h localhost -p 5432 -U postgres backup
exit
echo.
#———————————————–
Rapidamente explicando a rotina, temos primeiramente que definir o usuário e senha do banco de dados para realizar a conexão com o PostgreSQL. Isto é implementado pelos comandos SET PGUSER e SETPGPASSWORD.
Posteriormente, devemos nos posicionar para a raiz do disco para realizamos nosso próximo passo: selecionar a pasta onde será realizado o backup (no caso do exemplo acima, criamos uma pasta dentro do diretório C: chamada Backup). Este passo é realizado pelo comando chdir C:\Backup.
No caso desta rotina, iremos deletar o backup gerado no dia anterior (caso ele exista) através do comando del banco*.sql (existe também a possibilidade de você realizar o backup em dias alternados).
Já realizado todo o passo prepatório, vamos agora trabalhar propriamente com a geração de nosso backup. Primeiro, realizamos um pequeno loop responsável por guardar o dia para adicionarmos na nomeclatura de nosso arquivo.
for /f “tokens=1,2,3,4 delims=/ ” %%a in (‘DATE /T’) do set Date=%%b-%%c-%%d
Para finalmente chamarmos o comando pg_dump do PostgreSQL para realizar o export da base de dados desejada, como mostrado a seguir:
C:\Arquiv~1\Postgr~1\8.2\bin\pg_dump.exe -i -b -f “C:\backup\banco%Date%.sql” -h localhost -p 5432 -U postgres backup
Como vemos acima, devemos passar o caminho completo para execução do pg_dump. De resto, temos os parametros normais para execução do comando.
Pronto, nossa rotina está pronta. Vamos agora configurar o ambiente do Windows para agendar o backup diariamente através do Agendador de Tarefas do Windows.
Automatizando o backup com o Agendador de Tarefas do Windows
Para acessar o Agendador de Tarefas do Windows, siga os passos: Iniciar->Programas->Acessórios->Ferramentas do Sistema->Agendador de Tarefas.
Clique no ícone Adicionar Nova Tarefa. No menu do Wizard, clique no botão Procurar e selecione o arquivo .bat referente a seu backup e defina a periodicidade da tarefa (diário, semanal, mensal, etc.) e clique em Avançar e OK.
Pronto, nosso backup já está devidamente configurado e pronto pra rodar conforme agendado.
Referências
Guia de Referências – PostgreSQL Brasil
Utilizando Controle de Versão em Projetos Java com SVN no Eclipse
Publicado; 17 17UTC julho 17UTC 2009 Filed under: Dicas de Programação | Tags: svn, repositório, googlecode, eclipse, controle de versão, subversion, java Leave a comment »Há muito tempo tenho trabalho com o Eclipse juntamente com SVN em meus projetos profissionais e recentemente resolvi fazer o mesmo com meus projetos pessoais. O controle de versão proporcionado pelo SVN é de suma importância para qualquer projeto de um desenvolvedor que preze pela qualidade de seu serviço e principalmente por segurança.
Manter um repositório contendo os fontes de seus projetos é uma medida de extrema inteligência, pois além de manter um “backup” de seus projetos, ainda provê a possibilidade do compartilhamento do projeto com outros desenvolvedores de sua equipe e evita perdas significativas em caso de mergir informações diferentes em um mesmo fonte. Sem falar na mobilidade de possuir acesso a suas informações em qualquer computador que contenha uma conexão a Internet.
O Google entrou neste mercado há algum tempo, com a dispobilização do serviço de hospedagem de projetos do Google Code, um servidor SVN público para compartilhamento de projetos. Diversos projetos de open source colaborativos possuem um repositório de seu projeto no Google Code para qualquer um que queira ter acesso aos fontes, baixá-los e alterá-los como bem entender. Claro que respeitando as licensas de uso, que são predefinidas pelo autor para cada projeto postado no servidor.
Neste post iremos dar um pequeno tutorial passo-a-passo para que você possa compartilhar seus projetos com toda a comunidade de desenvolvedores.
Configurando sua conta no Google Code
Assim como todas as ferramentas do Google, o acesso ao Google Code (http://code.google.com) é realizado através dos dados de sua conta Google (seja no Gmail, Orkut, etc.). Faça o login e acesse a opção Project Hosting.
Postriormente, você pode escolher a opção Search Open Source Projects e buscar por projetos open source no servidor em diversas linguagens de programação diferentes, ou criar o compartilhamento de seus projetos. Para isto, clique no link Create a New Project.
O próximo passo é definir os dados de seu projeto (título do projeto, descrição, escolher o tipo do controle de versão (no nosso caso escolha a opção do SVN), o tipo da licensa para seu projeto (pré-definidas pelo próprio Google para facilitar o trabalho), a licensa para a documentação do projeto (Creative Communs) e definir tags para facilitar a busca do Google para o seu projeto). Após tudo devidamente preenchido, devemos clicar no botão Create Project.
Pronto, nosso repositório está devidamente criado. Agora vamos para a opção da configuração do Eclipse para acessar o repositório através do Subversion. Clicando na opção Source, temos as determinações do Google para configuração. Primeiramente, devemos definir uma senha mestra para acessar o servidor. Esta senha não é a mesma de sua conta Google e deve ser muito bem guardada para seus acessos a seus projetos. Para geração da senha, clique no link googlecode.com password
Após isto, estamos preparados para o próximo passo: configurar o SVN no Eclipse e finalmente compartilhar um projeto através do SVN.
Configurando o SVN no Eclipse
Partiremos neste tópico do princípio que você não possua o SVN previamente configurado em seu Eclipse. Primeiramente, vá ao site do desenvolvedor do Plugin do SubVersion para o Eclipse (http://subclipse.tigris.org) e faça o download. Agora verifique o diretório raiz de instalação do Eclipse. Dentro deste diretório, faça a extração do arquivo .zip. Agora, abra seu Eclipse e no menu Window escolha a opção Open Perspective -> SVN.
Você será redirecionado para uma nova tela (como a que vemos abaixo).
Na aba do SVN Repository a esquerda da tela, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção New -> Repository Location.
Voce deverá inserir no campo URL o endereço do seu repositório. Para obter tal endereço, volte ao Google Code e na aba Source, você terá o endereço correto, no formato https (utilizado para priorizar a criptografização dos dados).
De posse do endereço, copie no Eclipse e clique em Finish.
Após este passo, o Eclipse irá configurar o endereço de seu repositório para você automaticamente. Para isto, será necessário você confirmar seu usuário e senha do google code.
Pronto, nosso repositório já está devidamente configurado no Eclipse. agora, podemos partir para o passo final: compartilhar nosso projeto dentro deste repositório através da IDE.
Compartilhando um projeto Java do Eclipse
Para este passo final, devemos voltar a perspectiva do Java dentro do Eclipse. Selecione o projeto desejado no package explorer (ou crie um novo projeto). Clique sobre o projeto com o botão direito e vá até a opção Team-> Share Project.
Após este passo, devemos selecionar qual o repositório que queremos compartilhar nosso projeto. Selecione o check Use existing repository location e selecione o repositório desejado na lista que aparece e clique em Next.
Na próxima tela, selecione o nome da pasta que deverá aparecer dentro do repositório e clique em Finish para finalizar o compartilhamento.
Novamente será necessário confirmar seu usuário e senha da conta do google code (algumas vezes). O processo de compartilhamento do projeto deve demorar alguns minutos. Após isto, você deverá selecionar quais pastas de seu projeto voce gostaria de compartilhar dentro do repositório (como vemos a seguir).
Após uma nova confirmação de seu usuário e senha da conta do google code, os arquivos selecionados posteriormente serão compartilhados para dentro de seu repositório.
Pronto! Já temos nosso respositório criado e o projeto do Eclipse compartilhado dentro deste. Para atualizar seu projeto e dar commit (atualizar o projeto para a versão local de seu projeto mais recente), acesse a opção Team quando voce clicar com o botão direito sobre seu projeto no package explorer. Lá, você tem várias opções como reverter seu projeto local para a última versãodo projeto dentro do repositório e sincronizar seu projeto local com a versão mais recente do repositório.
Ainda sobre o projeto do Senador Azeredo
Publicado; 30 30UTC junho 30UTC 2009 Filed under: Mundo Geek, Notícias Geek | Tags: azeredo, cybercrime Leave a comment »Autor: Jomar Silva
“Muito tem sido escrito e debatido sobre o projeto de Cibercrimes em discussão na câmara federal, e ás vezes tenho a impressão de que os defensores do projeto não fizeram ainda um exercício de realidade sobre o que estão propondo.
O PROJETO em discussão atualmente piora ainda mais o projeto original quando inclui o “provedor de conteúdo”, propondo a extensão de uma medida que vai ser extremamente onerosa, difícil de implementar e que dará margem a uma infinidade de irregularidades e abusos que todos nós já conhecemos. A exigência de cadastro (RG, filiação e etc) para todo e qualquer provedor de
acesso e de conteúdo pode até parecer uma grande ideia, mas na prática é uma iniciativa inócua e não sei a quem ela realmente interessa.
Para explicar a medida proposta de um jeito muito simples, vou transpor o que ela propõe para o “mundo real”, e vejamos se após esta comparação vocês ainda vão querer defender tal medida.
Os números da criminalidade no Brasil crescem de ano a ano, e tal como no mundo virtual, existem alguns casos onde a polícia pode fazer muito pouco pois é complicado descobrir (e provar) quem estava efetivamente em um local onde um crime foi cometido. Mesmo assim, ela faz seu trabalho de acordo com as condições legais existentes no Brasil hoje.
Se o projeto em discussão fosse apresentado para resolver o problema da criminalidade “no mundo real”, olha só o que ele iria propor (vou pegar apenas uma das propostas, ok ?):
“Todo comércio ou empresa (pessoa jurídica), prestadora de serviços de
acesso (ex. transporte público) ou conteúdo (bens e serviços em geral)
deverá manter durante três anos um histórico de todas as pessoas que
utilizaram seus serviços, registrando seu RG, filiação e outros dados que
permitam identificar os cidadãos.”
Na prática isso significa o seguinte:
Você sairá de casa pela manhã para trabalhar e o porteiro do seu prédio vai ter que anotar seus dados e registrar sua saída. Quando você entrar no bar para comer um “pão na chapa com pingado”, o seu Manoel da padaria vai ter que anotar seus dados também. Saindo da padaria, pegando um táxi (ou ônibus, trem, metro ou qualquer outro meio de transporte), o responsável por ele também vai anotar seus dados. Chegando no prédio onde trabalha, a portaria vai também registrar sua entrada, tal como a recepção da sua empresa.
E assim vai sendo o seu dia, com alguém anotando passo a passo tudo o que você fez, gerando uma infinidade de registros que permitirão acompanhar todos os seus passos, todos os dias da sua vida (e claro, armazenando tudo isso durante três anos, para evitar uma multa mais do que salgada).
Quando um crime qualquer for cometido, a polícia poderá requisitar todos estes registros e com base neles, encontrar o criminoso… será que vai funcionar mesmo ?
Será que o “criminoso”, sabendo que todos os seus passos serão anotados, vai utilizar o seus documentos verdadeiros no dia a dia ? Será que os transtornos que uma medida dessa irão causar, vão trazer com certeza algum ganho ? Será que uma sociedade que vive assim pode ser chamada de sociedade democrática ?
Ainda com este caso hipotético em mente, como ficará a situação de um pequeno comerciante que não tiver recursos para capturar e manter estas informações durante os três anos que a lei determina ? Como ficará por exemplo, o controle de acesso a uma feira livre ? Fiz esta analogia, pois a lei em discussão pretende fazer isso no acesso á Internet e sendo assim, vai inviabilizar totalmente a utilização de toda e qualquer rede aberta, pois a implementação e manutenção de um controle
como este vai custar caro e analisando o custo de manter este sistema (e o risco inerente de ainda assim ser multado), não tenho dúvida que o mais fácil (e barato) a se fazer será desligar os transmissores e fechar as redes abertas.
É claro que as operadoras de telecom vão adorar ver apenas as terríveis e instáveis conexões 3G como única forma de acesso sem fio “dentro da lei”. Idem para os escassos provedores de Wifi, que tal como as operadoras, cobram preços absurdos pelos serviços. Aliás, o custo destes acessos deverá ficar ainda mais elevado, uma vez que as exigências legais para a prestação do
serviço agora serão mais pesadas. Pior que tudo isso, é ver que as regras em discussão atualmente, estrangulam no berço uma das tecnologias mais promissoras que foi criada nos últimos
anos, as redes Mesh.
Se a proposta for aprovada, a insegurança jurídica de quem mantém um ponto de rede mesh será tão grande que duvido que possamos um dia utilizar a tecnologia mesh para criar redes abertas que tenham cobertura extensa. Aliás, as operadoras devem estar adorando isso também, pois poderão tirar o máximo do lucro de sua atual rede 3G antes de nos “brindar” com a oferta de
uma rede WiMax (que certamente vai custar mais caro ainda).
(…)
Eu concordo que o Cibercrime deve ser combatido, concordo que a polícia deve ter seus mecanismos de investigação muito bem afinados agora fica difícil como cidadão aceitar mais esta conta para pagar, sendo que ela não é, nem de longe, uma solução tecnicamente aceitável para o problema.
Acho que o investimento em educação dos usuários de Internet no Brasil seria algo que traria muito mais resultados sem colocar a liberdade de todos nós em risco, mas é uma pena que muita gente com a caneta na mão não pense assim.
Para mim, a maior ironia disso tudo é que a maioria das pessoas que hoje lutam com unhas e dentes pela aprovação da lei, batem no peito dizendo que “lutaram pela liberdade” e agora, como não entendem o mundo digital, querem acabar com a liberdade nele… é a velha cultura ilusória de
“transformar um problema que não entendo num problema que conheço para ver se consigo resolve-lo”… Sinto lhes informar, mas não vai funcionar.”
Jomar Silva é coordenador do ODF Alliance e especialista em Segurança da Informação.
Referência: Jomar Silva esclarece porque o projeto do Senador Azeredo é inóculo contra criminosos
Ensaios sobre Cegueira
Publicado; 30 30UTC junho 30UTC 2009 Filed under: Cinema | Tags: alice braga, blindness, cannes, Cinema, danny glover, fernando meirelles, julianne moore, literatura portuguesa, mark ruffalo, saramago Leave a comment »Há algum tempo atrás assisti o filme do Fernando Meirelles, “Ensaios sobre Cegueira” (Blindness). O filme foi muito esperado, e depois do fervor do Festival de Cannes em 2008, atraiu muita curiosidade dos brasileiros na expectativa do sucesso de Meirelles. Porém, no meu ponto de vista, o filme deixa a desejar em alguns aspectos.
Para quem acompanhou todo o histórico do filme e leu o livro, vai logo de cara pensar: “pô, esse nego tá viajando”. Calma, vou colocar meu ponto de vista e antes de me apedrejar, acompanhe o raciocínio.
O próprio Saramago parabenizou o Meirelles por seus esforços em trazer o mais fielmente possível a moral do livro para dentro da história criada no filme. Sim, acredito que o Meirelles tenha se desdobrado para transformar esta em sua grande obra, pois há tempos que ele almejava pelo sim de Saramago para rodar o filme. Para quem não sabe, este foi o primeiro projeto que Meirelles montou como diretor e a princípio, o até então desconhecido diretor escutou um sonoro não de Saramago sobre a possibilidade da concretização deste projeto.
Após algum tempo passado e alguns bons filmes em sua bagagem (em especial “Cidade de Deus” e o “Jardineiro Fiel”), Meirelles acabou por ser agraciado com a possibilidade de retomar seu primeiro projeto e desta vez recebeu o sinal verde de Saramago. As filmagens do filme foram feitas em uma parceria internacional entre diversos países, dentro os que sei de cabeça, Brasil, Japão e Canadá (países que inclusive tiveram participação como cenários do filme). Contando com a participação de uma mescla de atores experientes e de conhecimento do grande público como Julianne Moore, Danny Glover, Mark Ruffalo e Alice Braga e atores desconhecidos do grande público, o filme foi trabalhoso primeiramente para a atuação dos atores por se tratarem de cegos e a dificuldade de interpretação de tal papel (o que foi atentamente observado por Meirelles que “obrigou” os mesmos a usarem lentes de contato negras para dar mais veracidade as cenas, fazendo com que os atores não conseguissem enxergar nada de fato) e também pelo deslocamento entre uma cidade e outra com toda a equipe de filmagens.
Outra grande dificuldade enfrentada por Meirelles foi encontrar o “ponto ótimo” de aceitação do filme. Em sua versão original, o filme possuia onze cenas de estupro, que são retratadas ao longo do texto do livro por Saramago. Em uma primeira sessão do filme ao público, os espectadores sairam aterrorizados mediante a força de tais cenas, e isto obrigou que muita coisa tivesse de ser mudada no filme. É este a grande chave de meu desapontamento. Acredito que por se tratar de um filme comercial, que teria acesso ao grande público, Meirelles encontrou diversas dificuldades em transformar o filme aceitável. Neste ponto, para quem degustou o livro, sabe que muita coisa de suma importância na cronologia do texto original se perdeu e, sinceramente, ao meu ver, isto acabou deixando muita coisa no ar e inexplicada ao longo da história contada pelo filme.
Lógico que toda obra que é trazida ao cinema acaba por perder um pouco de sua essência, mas no caso do Ensaios sobre Cegueira, Meirelles conseguiu manter uma certa proximidade com o original de Saramago, apesar dos diversos cortes de filmagem. Primeiramente por manter, por desejo de Saramago, a característica atemporal do filme e a impossibilidade de se identificar o cenário do filme (fato reforçado pelas filmagens em diversas cidades diferentes ao redor do mundo).
Outra característica trazida do livro é a impessoalidade. Os personagens não possuem nome. São identificados, assim como no livro, por sua história dentro do filme (como por exemplo, o médico, a rapariga dos óculos escuros, a mulher do médico, etc.).
O ponto chave da história porém achei um pouco prejudicado. Isto porque, no livro, a mulher do médico desempenha o papel de “protagonista” e vai criando ao leitor a imagem descritiva dos acontecimentos. Muitos dizem inclusive que este é o grande barato do livro, o sentimento vouyer que existe dentro de cada um de nós, que nos enxergamos vivendo aquela situação como se fossemos a única pessoa capaz de enxergar tal situação (tal qual como se enxergassemos o mundo descrito no livro pelo buraco de uma fechadura). No filme seria difícil transpor esse sentimento, mediante a apelação visual. Mas ainda assim, Meirelles reservou um papel importante para a mulher do médico (Julianne Moore) dentro da história, mantendo portanto seu papel de “protagonista”.
Outros pontos do filme ficaram prejudicados pelo curto espaço de tempo para contar a história, em especial duas cenas: o conflito dentro do hospício e a cena do cachorro consolando a mulher do médico. O conflito era o grande clímax do filme e ficou prejudicado devido a censura perante as fortes cenas do filme, quejá falei aqui antes. A cena do cachorro não sei, posso até estar viajando, mas para mim tinha grande importância pois demonstra que a única solidariedade para o sofrimento da mulher do médico só poderia ser compreendido de fato por alguém que enxergasse o caos do mundo assim como ela, pelos próprios olhos.
Agora para fechar com chave de ouro o post: a grande sacada do Meirelles foi mesmo ressaltar o papel da rapariga dos óculos escuros (Alice Braga) na história e assim, manter de fato a crítica a moral da sociedade de Saramago. O verdadeiro tapa de pilica de Saramago no livro vem justamente do excesso de valoração que damos para a aceitação da sociedade e seus ditos valores. Com relação a rapariga dos óculos, que é tida no livro em diversas vezes como “mulher de vida fácil”, fica bem descrito no filme o outro lado da personagem, de filha dedicada aos pais e de seu espírito materno, ao “adotar” o rapaizinho estrábico. Golaço de Meirelles.
No geral, acho um bom filme, mas com um potencial muito maior. Se fosse uma obra independente, talvez fosse mais completa e concisa, sem ter que se preocupar com o retorno dos milhões em investimento.
Em Tempo: to com muita vontade de falar a respeito do Quem quer ser um Milionário. O que acha, falo bem ou mal? hehehe
Fico a espera de palpites nos comentários.
A Internet e a liberdade de expressão
Publicado; 28 28UTC junho 28UTC 2009 Filed under: Profecias Geek | Tags: azeredo, censura, piratebay Leave a comment »A Internet é hoje, incotestavelmente, a mídia de maior alcance e mais democrática, pois ao contrário da televisão e da mídia impressa (jornais, revistas, etc.) apresenta as mais diversas opiniões e visões de cada indíviduo conectado a rede. Além disto, a Internet é uma consequência da vida moderna que nos rodea, tratando-se portanto de uma organização social em todos os seus aspectos (político, econômico e social). Muitos destes indíviduos utilizam-se do meio para se relacionar com outas pessoas, para busca de informação, cultura, educação, e mais recentemente para aspectos econômicos (comércio eletrônico) e transações financeiras (pagamento de contas, movimentações bancárias, do mercado de ações, etc.).
Logicamente, pela sua estrutura organizacional (do ponto de vista de seus usuários) a Internet apresenta diversos problemas pontuais de comportamento destes indíviduos, que utilizam-se do meio para propagar a criminalidade, visando o benefício próprio e o lesionamento de apenas um ou diversos outros indivíduos. A grande questão hoje, com o desenvolvimento da Internet enquanto uma organização complexa, é justamente quais atitudes tomar contra tais problemas atitudes.
O “novo” projeto de lei (PLS 76/2000) de cybercrimes proposto pelo Senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) vêm de encontro a tais questões, porém com um tom muito mais ameaçador do que para resolver tais questões de fato. Lógico que muita coisa poder mudar e já foi alterada da proposta original de fato, mas o intuito da criação deste projeto, ao meu ver, diz muito mais respeito ao interesse de poucos ao custo do sacrifício da maioria. O projeto visa a criminalização de atos cotidianos da Internet e de tecnologias de grande utilidade pública (como redes P2P). Mas o grande ponto de discussão acerca deste projeto é de fato o monitoramento de usuários por parte dos provedores de acesso, ou seja, a direito de privacidade do usuário será totalmente violado sem que de fato o usuário tenha consciência de fato de tal situação. O que você acha de ser enquadrado segundo a lei por receber um simples e-mail de um colega em sua caixa de e-mail que possa ser considerado “suspeito”. Ter avida investigada será um ato corriqueiro do cotidiano dos usuários de Internet a partir da aprovaçãoda lei como ela está. Trata-se portanto de um ato de censura contra o bem-estar do cidadão.
O intuito de colocar este tema em discussão aqui no blog não é de julgamento ou de tomar posição perante um lado ou outro deste embate político. Temos por intuito prestar um serviço de utilidade pública em divulgar esta informação ao conhecimento público, em vista de que como na maioria dos casos ocorre em nosso país, nossos representantes políticos tomam medidas e criam leis a revelia da opinião pública.
Portanto, chamamos a atenção do leitor para tal fato e nos comprometemos em manter atualizada aqui informações referentes a este tema. Porém, pedimos a todos que, enquanto cidadãos e usuário de Internet, procurem se informar mais a respeito das discussões que seus representantes políticos andam trazendo a tona nas sessões do plenário, não somente acerca do tema deste post.
Para se manter informado acerca do tema, recomendamos a leitura dos seguintes links que foram utilizados como referência para este tópico:
Blog do Sergio Amadeu – Projeto quer criminalizar a liberdade e o compartilhamento na Rede
Centro de Mídia Independente – Ato Contra o AI-5 Digital
Centro de Mídia Independente – O Caso do Pirate Bay e a Indústria do Copyright
Em Tempo: Durante o Forum Internacional de Software Livre (FISL) realizado em Porto Alegre, que contou este ano com a presença do representante do Pirate Bay, Peter Sunde, o presidente da República Luis Inácio Lula da Silva se pronunciou acerca do projeto do Senador Azeredo, demonstrando-se contrário a proposta apresentada, qualificando como uma “censura a Internet no Brasil”. Lula mostrou-se também muito solidário a causa do Pirate Bay e inclusive pousou para fotos ao lado de Peter Sunde. Se o ato do presidente não tiver apenas cunho político mediante a sua presença durante o evento, podemos ter boas perspectivas com respeito a não aprovação deste projeto como ele está. Porém, como muita coisa mudou na política de liberdade tecnologica da cúpula presidencial desde o afastamento do Sérgio Amadeu do SERPRO, é melhor esperar pra ver.
Leia mais sobre esta notícia e tenha a perspectiva de sua repercussão internacional em:
Brazilian President shows warmth to Pirate Bay Spokersman









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